Linhas, apenas linhas.

Sou MULHER de corpo e alma, com todas as letras, e sinto. e sentindo como eu SINTO, sou quase uma histérica...

Quando as palavras não dão conta da escrita, os "signos" invadem as linhas, mas nem por isso são garatujas indecifráveis.

(Elisbeth Vasques)

06/12/2009 a 12/12/2009

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02/08/2009 a 08/08/2009

Visitas


 

 

 

 

Às vezes acontece-me estremecer com o futuro caldeando em meio a tantas  coisas trazidas do passado,

sinto medo...

então sinto a urgência de decidir entre fugir ou acreditar na liquidez presente dos teus olhos,

arrebento-me como ondas, em um instante a procura de um porto seguro [teu forte abraço]onde eu possa pausadamente começar a respirar e “estar” feliz antes mesmo que eu conte até três...

 

:: Escrito por Elisbeth Vasques


 

 

Escrita, amo você e o que representas.

  

 

Desculpe-me por tamanha confusão

Sinto-me agora mais à vontade

Pra falar das coisas

Sem notar o meu próprio espanto

 

É contigo que desdenho a dialogar

e a dizer coisas

Jamais ditas a ninguém

É através de ti que tenho chorado tantas lagrimas

E gargalhado feito uma maluca

 

Quando acordo no meio da noite

É tu que vem me socorrer

Quando estou preste a explodir de desejo

É contigo que faço amor...

Sabe todos os meus segredos

E os camufla com perfeição

Protege-me

E eu mesmo assim

Não lhe deixo viver

Apago-lhe sem dó ou piedade...

 

Minha escrita adorada

Nunca me dizes não

Suas linhas saem da ponta dos meus dedos

E percorrem meu corpo e desvendam meus pensamentos

 

Quando sairás finalmente do papel e me tomarás em seus braços?

Se materialize... Não se deixe deletar...

 

Quero sentir o gozo silêncioso entre suas paralelas, 

............

...............

entre seus acentos,

  suas reticências....  seus pontos finais, entrelinhas...

Etc etc etc...

 

:: Escrito por Elisbeth Vasques


 

 

Não...

 

Não ao vazio

Sim a minha própria guerra

Repletas de flores

De explosões de beijos e sons

De empolgações de uma fantasia colorida

De cores escarlates e luzes ofuscantes

De bombas de carinho

Rajadas de amor

 

Quero morrer ainda em guerra

Será "lindo de morrer" e poder ver o anjo da morte

Refletido em seus olhos

Será esse meu ultimo gozo...

Quero morrer antes das sombras da noite

Apagar os raios de luz

Antes da insônia sem fim e da dor tamanha...

Coração fará festa quando a morte assim chegar

 

Afinal quem tem medo da morte estando em seus braços?

O que me remete medo é escutar o ultimo acorde...

Não o da minha morte. Mas o do vácuo que me (re)mete a uma vida sem cor e com a  ausência da sua respiração...

É chegar a ultima letra dos seus contornos e descobrir

Que não existe mais poesia.. Não existe mais nada em você...

Nem mesmo um coração palpitando vagarosamente

É descobrir que você se foi... Antes de mim...

E me deixou assim, sozinha, perdida, a mercê de um final,  que não era o meu.

 

 

:: Escrito por Elisbeth Vasques


 

 

Não me deixes dormir.

 

Abra com o teu corpo

as minhas cortinas.

 

Desalinhe os lençóis que me sufoca.

 

Desdobre todas as

minhas madrugadas.

 

     Desnude os meus vales

 

Amanheça o meu dia.

 

E guarde as minhas noites

tão bem vestidas

 

na palma das mãos

 

Das tuas doces mãos...

 

 

:: Escrito por Elisbeth Vasques


 Fogo

 

A

lembrança

do

seu

olhar

queima

o meu mundo cegamente...

 

Queima

e

ri

do

fogo que cega e não cessa...

 

Vai

Consumindo

e

ruborizando

as

margens

do

meu

corpo

desmatando

pêlos e abrindo fendas...

Morre

uma lágrima

no rastro da minha pena...

 

Em vigília, vislumbro, o fogo que só eu vejo...

 

O

meu

exterior

é

o

universo

de

cinzas

desta

(...)

ausência

que me consome...

 

:: Escrito por Elisbeth Vasques


Desencontros

 

A poesia lhe deu raios de sol

Ela agradeceu com sombras.

A poesia lhe presenteou com arco-íris

Ela o en-cobriu de nuvens.

A poesia lhe ofereceu todos os sonhos

Ela embriagou-se de duvidas.

 

A poesia despiu - Ela vestiu.

A poesia disse: Eu te amo.

Ela respondeu: Tenho medo.

 

E as sombras apagaram os raios de sol.

E as nuvens esconderam o arco-íris.

E a realidade se tornou utópica.

E os sonhos de amor se esgotaram.

E a poesia que era dela

[Para ela]

Sucumbida

Deixou de existir.

 

 

 

:: Escrito por Elisbeth Vasques


 

 

Escuta a musica... Inale essa musica...

ando querendo que me enxergue,

assim como realmente sou,

cheia de defeitos, de pensamentos,

por vezes apenas um negativo do que queres que eu seja,

mas sempre uma apaixonada...

 

Não quero apenas alianças

quero o teu coração...

não quero apenas papéis

quero o teu amor...

 

 

Não quero apenas o roçar da tua boca na minha,

quero tua saliva misturada com a minha saliva

não quero apenas o teu calor

quero sentir o teu suor misturado ao meu.

 

 

Quero que o teu coração faça o meu parar

e que eu viva apenas pelo pulsar do teu coração

por minutos, horas, até quando assim tiver que ser...

e que depois de me sentir parte de ti por estes momentos

que eu possa ainda me sentir tua por toda a eternidade....

 

:: Escrito por Elisbeth Vasques


 

 

Na madrugada abro a janela e vejo a noite se despir,

 Ela se vai e dá lugar a manhã que nasce...

 É sempre assim.

Sempre será assim...

 

Do fio do poste um pássaro insone me observa,

 Há solidão em seus olhos,

 E também a alegria de ser livre.

 Ser livre por ser só...

 

[Redundante essa tal  liberdade] ele me diz e alça vôo.

 

As sentinelas ressonam,

 E os meus olhos, atentos,

 Dá adeus a escuridão que se despede...

 

No céu, ainda resta uma única estrela,

 Tal chama de vela que irá se apagar,

 Para dar lugar a uma estrela ainda maior – O sol.

 

Enquanto ele não vem,

Sinto os acordes do meu coração valsando

 Em compassos ternários,

 Que dia após dia

 compõe em "passos-passo-espera"

 e rodopia principalmente nas luas minguantes.

 

 

:: Escrito por Elisbeth Vasques


 

 

Emaranhando

encontrei o caminho,

perdi o rumo, 

enrosquei, enlacei,

mudei a epiderme, virei outro ser...

 

O que é correto já não me pertence,

o que é incorreto é o que me leva..

( é o que dizem,

e eu lamento...)

 

De olhos fechados, eu caminho, 

de olhos abertos, tenho receio...

 

E seguir é preciso.

então de cílios cerrados,

e encoberta de peles,

eu vou...

 

Do proibido fiz os meus sentidos,

e dos "ais" que ouvi,

 levantei bandeira...

 

Enquanto teimam em me derrubar,

eu teimo em me levantar...

 

Um dia as luzes acenderão,

e estarão todos comigo

e serão tantas as mãos

que eu não saberei a quem acenar...

 

:: Escrito por Elisbeth Vasques


 

 

 

 

Embriagada de silêncio nesta noite sem você

Me largo na lembrança dos seus abraços

E jogo em mim os contornos dos seus braços

Protejo o meu corpo febril nesse fruto

Sem poesia, nem versos para me encantar

Tudo se esconde na luz fraca do luar

Tudo brinca de se esconder

Meu sono, meus sonhos, as horas...

Meu des(a)tino será a ressaca

De amanhã...

Por me embebedar em mais uma noite sem ponteiros.

 

 

 

:: Escrito por Elisbeth Vasques


 

 

 

Ralo-me com coisas ralas

mando-as para o ralo

onde tudo some...

raras são as coisas não ralas..

.

:: Escrito por Elisbeth Vasques


 

 

Não tema se perder

nas

c

   u r

vas

       do meu corpo.

Inicia teu percurso...

Abra  meus

r

a

m

o

s

Beija a flor,

que lacrimejada

escancara... 

E mostra-te o caminho

(teu ninho).

:: Escrito por Elisbeth Vasques