Linhas, apenas linhas.
Sou MULHER de corpo e alma, com todas as letras, e sinto. e sentindo como eu SINTO, sou quase uma histérica...
Quando as palavras não dão conta da escrita,
os "signos" invadem as linhas,
mas nem por isso são garatujas indecifráveis.
(Elisbeth Vasques)
Visitas
Às vezes acontece-me estremecer com o futuro caldeando em meio a tantas coisas trazidas do passado,
sinto medo...
então sinto a urgência de decidir entre fugir ou acreditar na liquidez presente dos teus olhos,
arrebento-me como ondas, em um instante a procura de um porto seguro [teu forte abraço]onde eu possa pausadamente começar a respirar e “estar” feliz antes mesmo que eu conte até três...
Escrita, amo você e o que representas.
Desculpe-me por tamanha confusão
Sinto-me agora mais à vontade
Pra falar das coisas
Sem notar o meu próprio espanto
É contigo que desdenho a dialogar
e a dizer coisas
Jamais ditas a ninguém
É através de ti que tenho chorado tantas lagrimas
E gargalhado feito uma maluca
Quando acordo no meio da noite
É tu que vem me socorrer
Quando estou preste a explodir de desejo
É contigo que faço amor...
Sabe todos os meus segredos
E os camufla com perfeição
Protege-me
E eu mesmo assim
Não lhe deixo viver
Apago-lhe sem dó ou piedade...
Minha escrita adorada
Nunca me dizes não
Suas linhas saem da ponta dos meus dedos
E percorrem meu corpo e desvendam meus pensamentos
Quando sairás finalmente do papel e me tomarás em seus braços?
Se materialize... Não se deixe deletar...
Quero sentir o gozo silêncioso entre suas paralelas,
............
...............
entre seus acentos,
suas reticências.... seus pontos finais, entrelinhas...
Etc etc etc...
Não...
Não ao vazio
Sim a minha própria guerra
Repletas de flores
De explosões de beijos e sons
De empolgações de uma fantasia colorida
De cores escarlates e luzes ofuscantes
De bombas de carinho
Rajadas de amor
Quero morrer ainda em guerra
Será "lindo de morrer" e poder ver o anjo da morte
Refletido em seus olhos
Será esse meu ultimo gozo...
Quero morrer antes das sombras da noite
Apagar os raios de luz
Antes da insônia sem fim e da dor tamanha...
Coração fará festa quando a morte assim chegar
Afinal quem tem medo da morte estando em seus braços?
O que me remete medo é escutar o ultimo acorde...
Não o da minha morte. Mas o do vácuo que me (re)mete a uma vida sem cor e com a ausência da sua respiração...
É chegar a ultima letra dos seus contornos e descobrir
Que não existe mais poesia.. Não existe mais nada em você...
Nem mesmo um coração palpitando vagarosamente
É descobrir que você se foi... Antes de mim...
E me deixou assim, sozinha, perdida, a mercê de um final, que não era o meu.
Não me deixes dormir.
Abra com o teu corpo
as minhas cortinas.
Desalinhe os lençóis que me sufoca.
Desdobre todas as
minhas madrugadas.
Desnude os meus vales
Amanheça o meu dia.
E guarde as minhas noites
tão bem vestidas
na palma das mãos
Das tuas doces mãos...
Fogo
A
lembrança
do
seu
olhar
queima
o meu mundo cegamente...
Queima
e
ri
do
fogo que cega e não cessa...
Vai
Consumindo
e
ruborizando
as
margens
do
meu
corpo
desmatando
pêlos e abrindo fendas...
Morre
uma lágrima
no rastro da minha pena...
Em vigília, vislumbro, o fogo que só eu vejo...
O
meu
exterior
é
o
universo
de
cinzas
desta
(...)
ausência
que me consome...
Desencontros
A poesia lhe deu raios de sol
Ela agradeceu com sombras.
A poesia lhe presenteou com arco-íris
Ela o en-cobriu de nuvens.
A poesia lhe ofereceu todos os sonhos
Ela embriagou-se de duvidas.
A poesia despiu - Ela vestiu.
A poesia disse: Eu te amo.
Ela respondeu: Tenho medo.
E as sombras apagaram os raios de sol.
E as nuvens esconderam o arco-íris.
E a realidade se tornou utópica.
E os sonhos de amor se esgotaram.
E a poesia que era dela
[Para ela]
Sucumbida
Deixou de existir.
Escuta a musica... Inale essa musica...
ando querendo que me enxergue,
assim como realmente sou,
cheia de defeitos, de pensamentos,
por vezes apenas um negativo do que queres que eu seja,
mas sempre uma apaixonada...
Não quero apenas alianças
quero o teu coração...
não quero apenas papéis
quero o teu amor...
Não quero apenas o roçar da tua boca na minha,
quero tua saliva misturada com a minha saliva
não quero apenas o teu calor
quero sentir o teu suor misturado ao meu.
Quero que o teu coração faça o meu parar
e que eu viva apenas pelo pulsar do teu coração
por minutos, horas, até quando assim tiver que ser...
e que depois de me sentir parte de ti por estes momentos
que eu possa ainda me sentir tua por toda a eternidade....
Na madrugada abro a janela e vejo a noite se despir,
Ela se vai e dá lugar a manhã que nasce...
É sempre assim.
Sempre será assim...
Do fio do poste um pássaro insone me observa,
Há solidão em seus olhos,
E também a alegria de ser livre.
Ser livre por ser só...
[Redundante essa tal liberdade] ele me diz e alça vôo.
As sentinelas ressonam,
E os meus olhos, atentos,
Dá adeus a escuridão que se despede...
No céu, ainda resta uma única estrela,
Tal chama de vela que irá se apagar,
Para dar lugar a uma estrela ainda maior – O sol.
Enquanto ele não vem,
Sinto os acordes do meu coração valsando
Em compassos ternários,
Que dia após dia
compõe em "passos-passo-espera"
e rodopia principalmente nas luas minguantes.
Emaranhando
encontrei o caminho,
perdi o rumo,
enrosquei, enlacei,
mudei a epiderme, virei outro ser...
O que é correto já não me pertence,
o que é incorreto é o que me leva..
( é o que dizem,
e eu lamento...)
De olhos fechados, eu caminho,
de olhos abertos, tenho receio...
E seguir é preciso.
então de cílios cerrados,
e encoberta de peles,
eu vou...
Do proibido fiz os meus sentidos,
e dos "ais" que ouvi,
levantei bandeira...
Enquanto teimam em me derrubar,
eu teimo em me levantar...
Um dia as luzes acenderão,
e estarão todos comigo
e serão tantas as mãos
que eu não saberei a quem acenar...
Embriagada de silêncio nesta noite sem você
Me largo na lembrança dos seus abraços
E jogo em mim os contornos dos seus braços
Protejo o meu corpo febril nesse fruto
Sem poesia, nem versos para me encantar
Tudo se esconde na luz fraca do luar
Tudo brinca de se esconder
Meu sono, meus sonhos, as horas...
Meu des(a)tino será a ressaca
De amanhã...
Por me embebedar em mais uma noite sem ponteiros.
Ralo-me com coisas ralas
mando-as para o ralo
onde tudo some...
raras são as coisas não ralas..
.
Não tema se perder
nas
c
u r
vas
do meu corpo.
Inicia teu percurso...
Abra meus
r
a
m
o
s
Beija a flor,
que lacrimejada
escancara...
E mostra-te o caminho
(teu ninho).