Blog para distração/reflexão pessoal. Minha escrita é uma linguagem cortada pelo encanto e desencanto da minha realidade e da minha ficção.

me divido em sonhos e vida prática, as vezes nem sei mais a qual MUNDO pertenço...

email: e-lis@uol.com.br

Não ao vazio Sim a minha própria guerra Repletas de flores De explosões de beijos e sons De empolgações de uma fantasia colorida De cores escarlates e luzes ofuscantes De bombas de carinho Rajadas de amor Quero morrer ainda em guerra Será "lindo de morrer" e poder ver o anjo da morte Refletido em seus olhos Será esse meu ultimo gozo... Quero morrer antes das sombras da noite Apagar os raios de luz Antes da insônia sem fim e da dor tamanha... Coração fará festa quando a morte assim chegar Afinal quem tem medo da morte estando em seus braços? O que me remete medo é escutar o ultimo acorde... Não o da minha morte. Mas o do vácuo que me (re)mete a uma vida sem cor e com a ausência da sua respiração... É chegar a ultima letra dos seus contornos e descobrir Que não existe mais poesia.. Não existe mais nada em você... Nem mesmo um coração palpitando vagarosamente É descobrir que você se foi... Antes de mim... E me deixou assim, sozinha, perdida, a mercê de um final, que não era o meu. (Elisbeth Vasques)

DESENCONTROS -[Elisbeth Vasques]

A poesia lhe deu raios de sol Ela agradeceu com sombras. A poesia lhe presenteou com arco-íris Ela o en-cobriu de nuvens. A poesia lhe ofereceu todos os sonhos Ela embriagou-se de duvidas. A poesia despiu - Ela vestiu. A poesia disse: Eu te amo. Ela respondeu: Tenho medo. E as sombras apagaram os raios de sol. E as nuvens esconderam o arco-íris. E a realidade se tornou utópica. E os sonhos de amor se esgotaram. E a poesia que era dela [Para ela] sucumbida Deixou de existir.

(Poesia publicada no livro " Corpo e Alma em Verso e Prosa")

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Número de olhares que já passaram por aqui

 

 

Ninguém ouviu ninguém ouvirá

O grito do amor que fez o peito estourar

Acena de um suicídio no escuro

De outrora um amor lindo

Poético

Lírico

Grandioso

Rasgando com unhas o breu da madrugada

Sangrando e saudando as trevas

Empoeirando as estrelas

Se dilatando e quebrando

Tornando-se

Vitima

Agressor

Jogo 

Espanto

Posse

Prisão

Castigo

Ciúmes

Egocentrismo

Desespero

Barulho

Inferno

Dor

Egoísmo

Vozes

Desilusão

Amargura

Insegurança

Morte

Carência

Cobrança

Cobrança

Cobrança

Cansaço

Psicopatia

Grito!

Grito!

Grito!

Fim!

As cortinas fechadas

Ausência de aplausos

A platéia nos muros

Ninguém ouviu ninguém ouvirá

O grito do amor que fez o peito estourar

Ninguém mais [ o ] ouvirá.

 

 

 

 

 

 

:: Escrito por Elisbeth Vasques::
::

 

 

Palavras ao vento

Essa é a sina do poeta?

Escrever insanidades

Enquanto sua emoção diz verdades...

 

Um fingidor

Que dizem chorar sem sentir dor?

 

Um ser banido...

Um transeunte do Paraíso e do Inferno...

 

Poetas...

O que são verdadeiramente os poetas?

 

São homens, mulheres, 

crianças demôniacas...

 

Almas de passarinhos

Que voam com uma asa aqui e outra acolá

colhendo sementes

tecendo rimas contentes

a espera que brote nelas uma flor

ou seria o amor? 

 

Almas de dragões

Deixando cinzas por onde se arrastam?

 

Almas...

Que sonham e que observam a tudo

Que enlouquecem por tanto observar

Que deliram, fantasiam

Que querem agradar

E choram na calada da noite

Por não terem conseguido...

 

As letras não mudam o que tanto incomodam aos poetas

Nem traz a eles (pelo vento) o que esperam da vida...

 

Nem ao menos a compreensão que esperam que sejam proferidas

pelas musas que os inspiram... e que os abocanham...

 

Então eles as mata, as engole... ou as sangram até as tornarem versos...

 

E como drogado, insistentemente, repete a dose. 

 

 

 

 

 

 

:: Escrito por Elisbeth Vasques::
::

 

 

 

 

Saudade do sonho- da ciranda

Dos teus pés bailando em círculos

Dos teus olhos cruzando com os meus

Do toque suave dos teus dedos...

 

Saudade dos dias

Dos pequenos e grandes segredos

Do desejo de te agarrar pelos cabelos

De te arranhar com as unhas e sentir teus pelos...

 

Saudade das tardes

E dos beijos sem alardes

Da liberdade que jaz nas minhas costas

Do caminhar de mãos dadas – sem medo.

 

Saudade das noites

Da agonia de ter que esperar você em vão

Das lagrimas que furtivamente escorriam

Saudade do amor que não chorava no meu coração...

 

Neste mundo de pedras, de muito não.

Esta saudade brotará sempre em meio a muros dos quais tive de construir...

Insistentemente

A cada estação

A cada oração

A cada chamado de paz...       

 

 

 

 

Joguei a sertralina fora. Joguei os nossos planos. Os meus defeitos. A minha falta de caráter. A minha covardia.  As tuas falas. Os meus pecados. O teu jogo. As tantas mentiras. Joguei tudo. Me esvaziei de pensamentos e sentimentos. Rabisquei minhas tristezas em um papel. E o enterrei.

Fiquei de luto. Me afoguei em lagrimas. Minhas e tuas. Acendi uma vela.  Rezei um terço. Dei para mim uma flor. Devolvi tuas asas. Não agüentei a dor. Estourei. Explodi e me resumi a cacos. A partir de agora, a cena será de ressurreição. A personagem morta vai sair do palco. Encarnarei a outra. E daqui para frente vou me encher de outras imagens, de outros cheiros, de outros acontecimentos.  A página vai virar. Não vou mais ter que fingir. Essa peça vai ter que acabar! Eu hei de ressuscitar. E quem sabe eu te reencontre nos céus. Voando com asas parecidas com as tuas... 

 

E eu te reconheça.

 

:: Escrito por Elisbeth Vasques::
::

 

I

Carlos Augustus Eberli era um rapaz um tanto esquisito. Vivia isolado e, em toda a sua vida, nunca se interessara em brincar com os garotos da sua idade. Muito pelo contrário, ao passar por eles, sequer notava suas tentativas de chamar-lhe a atenção. Mesmo aos próprios pais, sempre dispensara pouco zelo.

Aos 4 anos já demonstrava precocidade, aos 6 estava muito à frente dos colegas de idade e aos 15 era considerado um gênio da informática. Inevitavelmente recebia apelidos e gozações dos colegas, o que, em parte foi responsável pelo crescimento da sua já acentuada natureza taciturna e tendência ao isolamento. Passava horas na frente do computador, desenvolvendo e aperfeiçoando programas. Os pais de Carlos se preocupavam com sua saúde e bem-estar, afinal, era apenas um adolescente e nunca se interessava por assuntos da sua idade. Era filho único, não tinha amigos ou namorada e o diálogo em casa era restrito ao necessário.

No segundo mês de gravidez, sua mãe, Joanna, testemunhou um ato ilícito, onde o assaltante – um adolescente de pouco mais ou menos dezesseis anos – foi morto pela polícia. Um tanto abalada, naquela mesma noite ela contou o incidente ao marido e ambos tomaram uma importante decisão. E assim, quando Carlos nasceu, a família se mudou para a interiorana Monte Azul, onde poderiam criá-lo dentro da moral e os bons costumes, longe do perigo latente da cidade grande.

A pequena cidade era tranqüila e muito arborizada e aos domingos a vizinhança costumava se reunir e fazer churrascos nos quintais uns dos outros. Os convites não eram formais, mas feitos por sobre as cercas baixas de tábuas pintadas de branco – ou de arbustos –, que na verdade não cercavam, mas apenas delimitavam os espaços territoriais. Os garotos aproveitavam esses momentos de confraternizações dos pais para brincar e exibirem uns aos outros seus brinquedos e suas bicicletas novas e vez ou outra havia alguma discussão à cerca de quem possuía o videogame mais moderno. Exceto Carlos.

Joanna sempre dizia ao marido que com o crescimento o menino se tornaria mais sociável, mas veio a adolescência e nada mudou. A maioria dos garotos mal podia esperar os finais de semana para se livrar do colégio e poder “azarar” as adolescentes, nos divertidos bailes de garagem ou nos constantes eventos propiciados pelas bandas de rock locais. Carlos, não obstante, continuava arredio, mantia sua postura taciturna e preferia o isolamento do seu quarto e a companhia dos livros e seu precioso microcomputador. À sua máquina sim, ele dedicava atenção quase absoluta. Era de última geração e ele fazia upgrade com freqüência, no intuito de sempre mantê-la atualizada. Não por vaidade, pois em absoluto Carlos era dado a tais idiotices, mas sim porque a máquina precisava ser das melhores para realizar as tarefas para as quais era programada.

O rapaz nascera numa família de classe médio-alta, que logo teve o patrimônio aumentado, graças, principalmente, ao talento de sua mãe para a arte da escrita. Joanna publicara seu primeiro romance logo após o casamento e, na época, sequer sonhava que seu livro se tornaria o best-seller mais vendido daquele ano. “Migrando Com Os Cisnes” foi posteriormente traduzido para mais seis idiomas, repetindo o sucesso na Europa, Américas e outros. Daí à adaptação do romance para o cinema foi uma questão de pouquíssimo tempo. E não foi diferente com os trabalhos posteriores, rendendo a internacional Joanna Eberli ainda mais prestígio e multiplicando inúmeras vezes sua conta bancária.

O pai, Gabriel, era físico nuclear, com doutorado em bioquímica. Era um idealista, para o qual o dinheiro pouco – ou quase nada – importava. A paixão pela pesquisa era a mola-mestra que movia sua existência. Tal dedicação exagerada às vezes se tornava uma rival poderosa, que chegava a irritar sua mãe, mas ela acabava por relevar, uma vez que amava muito o marido. Nos tempos de universidade, ela se apaixonara sobretudo pela grande capacidade que Gabriel possuía de sonhar com um futuro melhor para o planeta e seus habitantes. O rendimento financeiro do pai não era tão substancial quanto o da mãe, mas, ainda assim, estava longe de jogar no time dos mal-remunerados. Assim, dinheiro nunca constituiu qualquer problema para Carlos. Quando precisava de algo, bastava comunicar ao pai ou à mãe e esses providenciavam de imediato. Não tinha, portanto, o menor problema para manter seu companheiro eletrônico top de linha e tampouco para conseguir seus preciosos livros, por mais estranhos e raros que fossem.

Carlos vivia num mundo completamente irreal para os padrões da maioria, mas real e palpável para ele. Gostassem ou não, não interessava, aquele era o seu mundo. Passava horas e horas na companhia exclusiva da sua máquina e simplesmente adorava aquilo. Pouco importava os comentários dos colegas que – para seu deleite – já não faziam o menor esforço para obterem sua amizade. O computador era sua vida.

 

II

Aquele dia, 05 de julho, jamais será esquecido. Foi quando seu “dom” se manifestou pela primeira vez. Jogava xadrez – o adversário: um programa avançado desenvolvido por ele mesmo aos 13 anos – e estava concentrado, quando seus olhos começaram a arder e a cabeça a zumbir ininterruptamente.

 

Quer ler o conto inteiro? vá até o link abaixo e tenha uma boa leitura!

Não coloquei ele todo aqui, pois é extenso para blogs.

 http://www.nardeliofernandesluz.com/c_evolucaomacabra.htm

Autor: Nardélio Fernandes Luz - participação: Elisbeth Vasques

beijo

 

:: Escrito por Elisbeth Vasques::
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